Por Khaled Yacoub Oweis e Stephanie Nebehay
O governo
sírio foi pressionado nesta segunda-feira a permitir que caminhões de
ajuda entrem na cidade rebelde de Homs, que está sitiada pelas forças do
governo, à medida que os negociadores tentam salvar as negociações de
paz tendo como foco gestos humanitários.
O governo disse que
mulheres e crianças poderão deixar Homs, e delegados do governo e da
oposição também falaram sobre uma possível libertação de prisioneiros.
O
mediador da ONU, Lakhdar Brahimi, disse esperar que as negociações, que
continuam nesta segunda-feira em Genebra, possam avançar para a questão
principal a dividir os dois lados após três anos de guerra civil -- o
futuro político da Síria e o destino do presidente Bashar al-Assad.
Homs,
que ocupa uma localização estratégica na região central do país, é um
campo de batalha crucial. As forças de Assad retomaram no ano passado
muitas das áreas no entorno, deixando os rebeldes sitiados no centro da
cidade, junto com milhares de civis.
O vice-chanceler sírio,
Faisal Mekdad, disse em entrevista coletiva no domingo que o governo
permitirá a saída de mulheres e crianças do centro da cidade se os
rebeldes garantirem uma passagem segura. O mediador da ONU disse que
compreendia que eles estariam livres para deixar Homs imediatamente.
Segundo
Mekdad, "se os terroristas armados em Homs permitirem que mulheres e
crianças deixem a cidade velha de Homs, nós vamos permitir todos os
acessos a eles. Não apenas isso, vamos fornecer abrigo, medicamentos e
tudo que for necessário."
"Estamos prontos para permitir que toda
ajuda humanitária entre na cidade por meio... dos acordos feitos com a
ONU", acrescentou.
Diplomatas ocidentais disseram que o governo
sírio deve agir rapidamente para permitir que isso aconteça ou
enfrentará possível resolução do Conselho de Segurança da ONU, onde
China e Rússia tem sido pressionadas a retirar a oposição a tal medida.



